Ciclovia na Madre Benvenuta

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Uma das obras mais esperadas de Florianópolis está em fase de construção. Saiba mais sobre a ciclovia e quais os problemas enfrentados para concluir o projeto em toda a avenida.

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Obras da ciclovia – Abril 2015

Uma ciclovia com cerca de 300m está sendo construída na Avenida Madre Benvenuta, no bairro Santa Mônica. O trecho vai da Rua Valter Mussi até o Campus da UDESC, onde se conecta a outro trecho de ciclovia já existente. O projeto é do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).


HISTÓRIA

A obra é resultante de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado em 2006 entre o Ministério Público Federal, o Shopping Iguatemi e a Prefeitura de Florianópolis, como forma de compensar utilização de área de mangue para a construção do shopping. O TAC prevê que o Shopping Iguatemi deve construir uma ciclovia em toda a extensão da avenida (1.250m), e a Prefeitura de Florianópolis é responsável apenas pela parte administrativa relativa à obra, sem qualquer custo para o Município. Até hoje apenas 250m de ciclofaixa foi construída junto com a requalificação do trecho da via em frente ao Shopping.


TRAGÉDIA PODERIA TER SIDO EVITADA

Em 2012, um homem de 60 anos foi atropelado e morto onde, desde 2006, já devia ter a ciclovia que está sendo construída hoje. Ciclistas realizaram manifestações e instalaram uma bicicleta fantasma no local do incidente, mas nada foi feito com relação à segurança de quem transita na avenida.

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Ciclovia ainda inacabada no local onde um senhor foi atropelado e morto em 2012.

 E O RESTO DA AVENIDA?

Falta ainda um trecho com pouco mais de 600m, entre a ciclovia atualmente em construção e a ciclofaixa já existente que faz a ligação com a Beiramar. Existem 2 principais projetos diferentes, sendo um da Prefeitura (IPUF) e outro do Iguatemi.

O projeto da prefeitura (IPUF) coloca a ciclovia junto ao canteiro central. Este é o preferido de quem pedala e usa a avenida no seu dia a dia, pois coloca o ciclista em contato com o comércio local ao mesmo tempo que cria uma ligação direta entre a Beiramar e o Itacorubi. Com 615m, a ciclovia seria construída de forma a reduzir os conflitos nas entradas e saídas de ruas e estacionamentos ao longo da avenida.

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Parte do projeto do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis.

O Iguatemi recusa este projeto, alegando que seria muito caro. Como contraproposta, coloca a ciclovia fora da avenida, passando por ruas mais tranquilas. Esta proposta deixa a ciclovia com o dobro da extensão, longe do comércio, e deixa a ciclofaixa já existente ainda mais isolada. Esta alternativa desagrada os ciclistas, pois parece simplesmente tirar o “problema” de vista e esconder no local mais próximo, tornando a implantação da ciclovia e o próprio uso da bicicleta muito mais complicado em vez de ser um facilitador. A rota já é usada por quem quer evitar a avenida, mas não é uma boa opção para quem quer passar reto sem interrupções, ou chegar ao comércio, inclusive ao shopping em questão.

Propostas

Existem ainda outras possíveis propostas por parte do projeto Jardim Botânico de Florianópolis, que deve gerar grandes mudanças na avenida. No entanto, não há informações disponíveis referente à ciclovia.


IMPORTÂNCIA DA AVENIDA

A Avenida Madre Benvenuta é uma das principais artérias da Bacia do Itacorubi, ligando não só os bairros à sua volta mas também servindo de corredor de passagem para quem vem ou vai para o leste da ilha. A região abriga 2 grandes universidades, muitas pequenas faculdades, grandes empresas, 2 supermercados, muitos restaurantes e comércios diversos, além de uma zona residencial cada vez mais populosa. A avenida é uma via bidirecional de pista dupla com 2,2km de extensão, totalmente plana. Por isso é apontada como o melhor local para receber uma ciclovia de grande porte, tornando o uso da bicicleta seguro e prático para milhares de pessoas que moram, trabalham e circulam pela região.

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One thought on “Ciclovia na Madre Benvenuta

  1. O Iguatemi parece apenas querer jogar a sujeira para debaixo do tapete e fingir que está tudo bem. Aquela proposta não contempla, por exemplo, quem quer ir da UFSC em direção a UDESC.

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